Mia Funegra
Mia Funegra
Nascida a 20 de novembro de 2006 e criada em Lakewood, Califórnia, a minha jornada no Jiu-Jitsu começou quando eu tinha apenas 7 anos. As minhas irmãs e eu estávamos a passar o dia com o nosso tio quando ele nos incentivou a experimentar uma aula de Jiu-Jitsu num pequeno ginásio perto de casa. A partir desse momento, algo mudou. Um mês depois, mudámo-nos para o AOJ para levar o desporto mais a sério e, quando tinha 10 anos, passámos para o ensino doméstico para podermos treinar a tempo inteiro.
Antes do Jiu-Jitsu, praticávamos todo o tipo de desportos — Krav Maga, boxe, Muay Thai e futebol. Treinávamos consistentemente em todos eles, sempre a desafiar-nos a experimentar coisas novas. Mas quando descobrimos o Jiu-Jitsu, nada mais se comparava. Ficou claro que isto era mais do que apenas outra atividade — era aquilo pelo que mais nos apaixonávamos e a que queríamos dedicar as nossas vidas.
Um dos momentos mais significativos da minha jornada não tem nada a ver com medalhas. Foi quando as minhas irmãs e eu — especialmente a Mia Funegra e a nossa irmã mais nova — começámos a trançar o cabelo antes das competições. Pode parecer simples, mas tornou-se uma parte distintiva da nossa identidade. Na altura éramos juvenis e queríamos expressar a nossa individualidade, ao mesmo tempo que trazíamos um toque feminino ao desporto. O que começou como uma tradição pessoal transformou-se em algo maior — hoje recebemos mensagens de raparigas de todo o mundo a mostrar-nos os seus próprios penteados trançados e a dizer-nos como as inspirámos. É um lembrete de que a forma como nos apresentamos pode impactar os outros, e isso é algo realmente especial.
Em 2025, apenas três dias antes do Campeonato Mundial IBJJF, fui promovida a faixa preta. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida — um símbolo de anos de dedicação, consistência e amor pelo desporto. O que tornou tudo ainda mais especial foi entrar no tatami nessa mesma semana e tornar-me Campeã Mundial de Faixa Preta. Venci a minha divisão com total domínio, impondo o meu jogo do início ao fim em cada combate. Foi um sonho tornado realidade — e um momento que levarei comigo para sempre.
Algumas das principais conquistas da Mia incluem:
- 1º – Mundiais IBJJF 2024 (Cinturão Roxo)
- 1º – Pans IBJJF 2024 (Cinturão Roxo)
- 1º – Europeus IBJJF 2024 (Cinturão Roxo)
- 1º – Mundiais No-Gi IBJJF 2024 (Cinturão Castanho)
- 1º – Europeus IBJJF 2025 (Cinturão Castanho)
- 1º – Pans IBJJF 2025 (Cinturão Castanho)
- 1º – Mundiais IBJJF 2025 (Cinturão Preto)
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Sabia?
Luta Favorita: É um empate entre as minhas lutas com a Amanda Canuto e a Jessica Caroline. A Amanda foi a minha primeira luta como faixa preta e definiu o tom do torneio. Com a Jessica, consegui uma vitória por submissão sobre a cabeça de chave nº 1, o que aumentou a minha confiança para a final.
Pessoa de Inspiração: Professor Gui. O meu estilo reflete muito o dele, e sou grata por tê-lo como professor.
Cidade Natal: Lakewood, CA.
Comecei Jiu-Jitsu em: 2013.
Equipa Atual: AOJ.
Rotina de Treino: Treino de manhã (3 horas), treino físico/terapia, treino ao meio-dia (1 hora), ensino (2 horas), treino à noite. Também dou aulas particulares e estudo lutas à noite.
Refeição Favorita Pós-Competição: Massa — e doces, claro!
Ritual Pré-Luta: Aquecer, rezar e lembrar-me que Deus está comigo.
Maior Vitória Até Agora: Vencer o Mundial de Faixa Preta e tornar-me a campeã mundial mais jovem de faixa preta.
Sonho no Jiu-Jitsu: Inspirar raparigas em todo o mundo e mostrar-lhes que tudo é possível com crença e trabalho árduo.
Se não fosse atleta, seria...Uma influenciadora de leitura — leio 10 livros por mês! Ou chef, porque adoro cozinhar.
Citação que me representa: “E aqueles que foram vistos a dançar foram considerados loucos por aqueles que não podiam ouvir a música.” “Deus está dentro dela, ela não cairá.” – Salmo 46:5
Kimono Kingz Favorito: O Empowered Gi — as cores são tão bonitas e femininas!
Um conselho para iniciantes: Todos começam do zero. Sejam consistentes, mantenham a humildade, façam perguntas e continuem a aparecer. O progresso leva tempo — os campeões são construídos passo a passo.
Atualmente, compito na divisão de peso pena leve, e o meu estilo de Jiu-Jitsu reflete uma mistura de pressão, velocidade e criatividade. As minhas técnicas favoritas incluem o Crazy Dog Pass, que me permite aplicar pressão constante enquanto me mantenho móvel e adaptável. Também adoro o knee slide pass e o estrangulamento baseball bat, técnicas que estudei com o Professor Gui Mendes e que mais tarde incorporei no meu próprio jogo.
Fora do Jiu-Jitsu, adoro ler — especialmente com as minhas irmãs — passar tempo com a minha família e cozinhar (quando não estou a cortar peso!). Estes pequenos momentos longe dos tatamis ajudam-me a recarregar energias e a manter-me ligado a quem sou para além da competição.
Para mim, a mentalidade de campeão baseia-se na consistência. Trata-se de fazer as coisas difíceis todos os dias — aparecer mesmo quando não é fácil, trabalhar mais do que todos na sala e manter os mais altos padrões, mesmo quando ninguém está a ver. Ser campeão não é apenas ganhar medalhas — é sobre como treinas, como te comportas e como cresces ao longo do processo.
Este é apenas o começo da minha história, e estou entusiasmado com tudo o que ainda está por vir.





